Previsões elevam risco de El Niño "forte" ou "muito forte" neste ano no RS

Previsões elevam risco de El Niño "forte" ou "muito forte" neste ano no RS
(Foto: Divulgação)

Os alertas para o risco de um El Niño intenso ganharam força ao longo das últimas semanas em razão de novas previsões climáticas divulgadas por centros internacionais de meteorologia.

Isso amplia o risco de enchentes no Rio Grande do Sul, embora a magnitude das inundações também dependa da combinação de outros fatores.

Um dos indícios mais preocupantes foi divulgado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas, onde a maior parte de um conjunto de simulações calculadas aponta para uma elevação da temperatura média do oceano Pacífico acima de 2°C em relação ao padrão histórico, o que indica um fenômeno "muito forte".

O El Niño é classificado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica de acordo com o quanto a temperatura da água do mar supera o esperado, sendo fraco de 0,5°C a 0,9°C; moderado: 1°C a 1,4°C; forte: a partir de 1,5°C; e muito forte: a partir de 2°C.

Esse seria o El Niño mais forte em 140 anos e está configurado a partir de junho, mas, com relação à intensidade, ainda há muita incerteza.

Os modelos internacionais apresentam, pelo menos, um fenômeno moderado, enquanto alguns centros apontam anomalias, mas é preciso ainda aguardar previsões mais pontuais.

No entendimento da MetSul Meteorologia, a questão não é se haverá enchentes, mas quantas e qual será a magnitude, o que somente se prevê em curto prazo. O importante, sgundo as estações meteorológicas, é ter em mente que não é porque o fenômeno El Niño vai voltar, e talvez até mais forte que em 2023-2024, que a catástrofe de 2024 se repetirá. A relação não é linear e automática.

Eventos de El Niño muito fortes na história recente, como 1982-1983, 1997-1998 e 2015-16, foram responsáveis por grandes enchentes no Sul do Brasil, mas nada comparado ao que se viu em 2024. Além disso, como cada El Niño tem sua história e é diferente dos outros, no passado os eventos muito fortes tiveram os piores impactos de forma distinta.

Em 1982-1983, Santa Catarina sofreu mais com a chuva do El Niño. Em 1997-1998, particularmente o Oeste do Rio Grande do Sul foi mais afetado. Em 2023-2024, o Rio Grande do Sul foi duramente atingido.

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Susi Cristo

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jornalismo@universallfm.com.br

Publicado em: 20/04/2026, 14:38